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Qual a diferença entre alergia e intolerância a um alimento?

Verônica Laino

04/06/2019 04h00

Crédito: iStock

Infelizmente a alergia e a intolerância alimentares estão cada vez mais populares, estima-se que um terço da população sofre com estes males, mas você sabe a diferença entre elas? Afinal muitos dos sintomas são parecidos, principalmente aqueles relacionados aos incômodos no estômago e intestino.

Alergia alimentar

A alergia alimentar sempre está relacionado a uma incapacidade do organismo digerir a proteína do alimento. O organismo encara estas proteínas não digeridas como inimigas e envia células de defesa para combatê-las. Assim o corpo acaba sofrendo e se auto-agredindo e essa agressão pode envolver todos os órgãos.

Alguns sintomas comuns são:

  • Inchaço nos lábios;
  • Coceira;
  • Tosse;
  • Falta de ar;
  • Diarreia;
  • Vermelhidão na pele;
  • Vômito;
  • No pior dos cenários, ocorre o choque anafilático.

O que temos que ficar atentos é que a resposta alérgica pode variar, a primeira vez pode ter sintomas mais leves, porém nada impede que em um segundo contato com a comida, haja ataques mais sérios.

Por isso na presença da alergia o paciente deve excluir o alimento da dieta, inclusive prestar atenção com a contaminação cruzada. Vamos supor que a pessoa tem alergia ao amendoim e o prato do dia é o frango xadrez, em que o amendoim é um dos ingredientes do preparo, a pessoa não pode simplesmente retirar o amendoim do prato e não comer, pois a comida já teve contato com o alimento e já foi contaminada. Por isso que quem tem alergia alimentar acaba tendo uma vida social mais restrita e está sempre com medo de comer fora de casa, pois ela nunca sabe se a comida já sofreu esta contaminação ou não.

Crédito: iStock

Os alimentos mais comuns de causar alergia alimentar são:

  • Peixe e frutos do mar
  • Ovo
  • Trigo
  • Soja
  • Amendoim;
  • Castanhas;
  • Leite e seus derivados;
  • Gergelim;
  • Chocolate;
  • Morango.

Intolerância alimentar

Já a intolerância alimentar é um distúrbio digestivo relacionado a baixa produção ou ausência na produção de enzimas para digerir um certo nutriente.

Vamos pegar a intolerância a lactose como exemplo, já que ela está cada vez mais popular. A pessoa consegue digerir tranquilamente a proteína do leite, o que ela tem dificuldade é digerir a lactose, que é o açúcar do leite, pois ela tem uma baixa produção ou em alguns casos mais graves a ausência na produção da lactase, a enzima utilizada para digerir a lactose.

Por isso quando vemos no mercado um produto escrito "não contém lactose" significa que a indústria adicionou lactase dentro do produto que por sua vez "digeriu" a lactose transformando em galactose e glicose, que são facilmente absorvidos pelo corpo. Com isso, a pessoa consegue consumir aquele produto e não ter efeito colateral.

Crédito: iStock

Os efeitos colaterais mais comuns da intolerância alimentar são:

  • Dor de barriga
  • Gases
  • Enjoo
  • Inchaço abdominal
  • Sensação de queimação
  • Vômito

A intolerância é mais difícil de diagnosticar, pois o efeito colateral não é imediato como da alergia e pode demorar horas (ou até mesmo dias) para dar sinal.

O ponto positivo da intolerância é que a pessoa pode sim consumir o alimento desde que controle a porção ou consuma a enzima que está em falta. Neste caso não é preciso se preocupar com a contaminação cruzada, já que apenas traços do alimento não vai causar um efeito colateral expressivo.

Os alimentos mais comuns que causam a intolerância são:

  • Leite e seus derivados;
  • Grãos com glúten;
  • Banana;
  • Frutas cítricas;
  • Carnes processadas;
  • Repolho;
  • Vinho tinto;
  • Produtos com corantes.

Sobre o autor

Verônica Laino é formada em Nutrição pela USP (Universidade de São Paulo), pós-graduada em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional e coach de emagrecimento. Trabalhou em clínica particular por sete anos e hoje dedica seu tempo aos seus coachees e à produção de conteúdo online, mídias sociais e eventos, como forma de alcançar cada vez mais pessoas e ajudá-las a levar uma vida prática, saudável, balanceada e gostosa.

Sobre o blog

Dicas sobre nutrição, com foco na alimentação de verdade (e sem radicalismo), que vão te ajudar a fazer alterações concretas no seu estilo de vida. A ideia é que você alcance o seu verdadeiro potencial e atinja sua melhor versão.

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