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5 problemas de saúde e do dia a dia que fazem você ganhar peso

Verônica Laino

08/10/2019 04h00

Crédito: IStock

Você já tentou fazer dieta para reduzir peso e se frustrou? Tem a sensação de que seu metabolismo é lento ou sua genética não é boa? Se você já se sentiu assim, fique tranquilo, pois tem solução! Hoje eu vou te falar cinco motivos pelos quais você pode não conseguir perder peso.

1. Seu corpo está inflamado

Uma alimentação rica em pão francês, arroz branco, massa branca, açúcar, sobremesa e produtos industrializados inflamam muito o organismo e se o seu hábito alimentar ruim durou anos, suas células estão superinflamadas. O problema é que o corpo tem uma dificuldade enorme de reduzir gordura localizada quando se encontra neste estado de inflamação, é como se as células de gordura se tornassem "mais resistentes".

A saída é mudar drasticamente a alimentação e por um período de 2 a 3 meses e retirar completamente estes alimentos citados acima. A alimentação deve priorizar alimentos como peixes de água fria (salmão, atum, bacalhau e sardinha) que são ricos em ômega-3, que por sua vez reduzem a inflamação celular. Outros alimentos que auxiliam nesta batalha são aveia, linhaça, chia, maçã e leguminosas (feijão, grão de bico, lentinha e ervilha). Além disso, nas principais refeições tente incluir uma boa salada de folhas que por ser rica em fibras, diminuem a velocidade de absorção do açúcar pelo sangue, ou seja, é liberado menos insulina, o que evita a inflamação das células.

Crédito: iStock

2. Intolerância alimentar

Temos que ficar atentos aos alimentos que não conseguimos digerir bem, aqueles que ficamos lembrando depois que comemos, que mudam nosso intestino, que nos geram gases. Estes alimentos devem ser consumidos com cautela pois tudo que não é bem digerido pode levar a uma intolerância alimentar, que por sua vez ativa as células de defesa do nosso organismo. Esta ativação gera efeitos colaterais como retenção de líquido e até mesmo o armazenamento de gordura.

Se é um alimento que você ama muito, não precisa excluir do cardápio, mas tente consumir no máximo uma vez a cada 15 dias. O problema maior é quando a pessoa não sabe identificar qual alimento que está lhe causando mal, neste caso a recomendação é fazer um diário alimentar. Toda vez que se sentir mal anote o que sentiu e o que comeu nas últimas 24 horas e vai fazendo uma tabela com todos os alimentos, após alguns episódios é possível observar quais alimentos estão em comum neste dia e assim fica mais fácil saber qual alimento deve ser evitado.

Nos últimos anos temos visto muitas pessoas com intolerância aos corantes presentes nos alimentos industrializados, observe se os alimentos que você consome tem adição destes, em caso positivo, tente reduzi-los do cardápio e observe se depois de 15 dias sem você percebe uma mudança na balança.

3. Ansiedade

É muito comum o sentimento de ansiedade pois queremos fazer muito mais coisa do que é possível ou queremos resultados muito rápidos. Esta ansiedade aumenta muito a nossa fome e com isso a gente passa a beliscar sem perceber. Começa com um biscoitinho toda vez que passa na copa, um docinho depois do almoço, um fast food no meio da semana, repetir o prato pois está gostoso, etc. Todas estas atitudes no fim da semana computam muitas calorias extras, algumas pessoas chegam a consumir quase que um dia a mais de comida quando somados todos estes beliscos.

A saída é anotar tudo que come, assim consegue ter uma noção do tamanho destes beliscos ao longo do dia. Outra coisa que temos que fazer é encontrar mecanismos para aliviar este estresse como praticar exercício físico, ler um bom livro, escutar uma boa música, etc. A ideia é ocupar a mente com momentos positivos para que assim consiga aliviar sua ansiedade em outra coisa além da comida.

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4. Rotina muito estressante

Você é daqueles que já acorda ligado no 220V, faz tudo com pressa e sempre de forma muito intensa? Cuidado! É hora de parar e respirar fundo.

Hoje em dia é muito comum viver sempre estressado, afinal, muitas vezes o salário não é o suficiente para cobrir as contas, o chefe não é a pessoa mais amável deste mundo, a situação que você vive em casa não é a mais prazerosa, todas estas situações aumentam o estresse e quem paga o preço é o seu corpo.

Toda vez que ficamos muito estressados, o organismo é aumenta muito o cortisol, adrenalina e noradrenalina, e todas estas substâncias levam ao acúmulo de gordura corporal, além disso, bagunçam o ritmo do seu organismo, o que dificulta o gasto de energia. Sem contar que muitas vezes atacamos doces e guloseimas na tentativa de aliviar o estresse. Resultado: quilos extras na balança.

O ideal claro é tentar encontrar a fonte do seu estresse, sei que muitas vezes não é possível modificá-lo de forma rápida, mas é preciso ter um plano de ação. Por exemplo, se as contas no fim do mês não fecham, onde você pode economizar? Qual gasto que não é necessário que você pode cortar? Se o seu chefe que o estressa, que tal começar a procurar outros empregos? Enviar currículo para outros locais? A situação em casa está ruim? Já pensou em fazer terapia de casal?

Enquanto não consegue resolver os problemas, algumas alternativas para reduzir o estresse são:

  • Apostar na meditação e na respiração: tente parar uns 5 minutos no meio da manhã, no meio da tarde e antes de dormir para prestar atenção na sua respiração e quem sabe até fazer uma mini meditação.
  • Tomar um chá: fazer um chá no meio da tarde e antes de dormir pode ajudar o seu corpo a controlar o cortisol. As ervas mais indicadas são: Mulungu, Angélica, Camomila, Capim-cidreira, Hortelã, Melissa, Chá de Erva Doce e Folha de maracujá.
  • Escute uma música: ouvir músicas com sons da natureza ou músicas clássicas ajudam a reduzir a tensão, tente trabalhar ouvindo uma música mais calma.

5. Noites mal dormidas

Como estão as suas noites de sono? Tem conseguido dormir bem? Acorda descansado?

Você sabia que é durante a noite que o nosso corpo produz dois hormônios muito importantes: a grelina (que traz a sensação de fome) e a leptina (que dá o sinal de que você está saciada) no organismo. Se você dorme bem ele produz mais leptina e menos grelina, o que mantém o apetite sob controle. Agora se você dorme pouco, se dorme mal, passa a noite em claro, o corpo faz o oposto: aumenta a grelina e reduz a leptina, o que resulta em mais fome no dia seguinte.

Se você não tem possibilidade de dormir 8 horas seguidas por noite por conta da sua rotina, não precisa ficar desesperado! O importante é focar na qualidade do seu sono, por isso, confira estas dicas:

  • Evite telas de celular, televisão e computador uma hora antes de dormir;
  • O quarto para dormir deve estar completamente escuro, se você não tem uma cortina que bloqueia a luz, compre uma venda;
  • Evite o consumo de cafeína 3 horas antes de dormir;
  • Evite consumir alimentos muito pesados duas horas antes de ir dormir;
  • Utilize o período da noite para organizar a sua rotina da manhã e organizar tudo aquilo que você precisa fazer no dia seguinte.

Sobre o autor

Verônica Laino é formada em Nutrição pela USP (Universidade de São Paulo), pós-graduada em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional e coach de emagrecimento. Trabalhou em clínica particular por sete anos e hoje dedica seu tempo aos seus coachees e à produção de conteúdo online, mídias sociais e eventos, como forma de alcançar cada vez mais pessoas e ajudá-las a levar uma vida prática, saudável, balanceada e gostosa.

Sobre o blog

Dicas sobre nutrição, com foco na alimentação de verdade (e sem radicalismo), que vão te ajudar a fazer alterações concretas no seu estilo de vida. A ideia é que você alcance o seu verdadeiro potencial e atinja sua melhor versão.

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